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A noite estrelada sobre o Ródano, vincent Van Gogh (1888)

Difícil imaginar que os gênios do Impressionismo, Claude Monet e Pierre-Auguste Renoir, no século XIX e início do século XX, sentiram inquietações muito semelhantes às dos tempos atuais.

Em tempos de grande inovação tecnológica e forte transformação da paisagem, eles abdicaram a agitada de Paris para viver em regiões rurais, onde coceberam obras de arte consagradas.

Ponte sobre Lago das Ninfeias, Claude Monet, 1899 (Musée D'Orsay)
Ponte sobre Lago das Ninfeias, Claude Monet, 1899 (Musée D’Orsay)

Foi na pequena vila de Giverni, na região da Normandia, que Claude Monet pintou a famosa série de quadros Ninféias. Para registrar essas flores aquáticas, Monet criou em sua propriedade um lago com plantas aquáticas e o jardim, que se tornaram o cenário principal de sua produção artística nos seus últimos 30 anos de vida.

Renoir também deixou a cidade-luz Paris para viver mais próximo da natureza. Inicialmente viveu em Essoyes, na região de Champagne, e, depois em Cagnes-sur-Mer, na Riviera francesa, localidades cujas paisagens inspiraram muito de suas obras, especialmente retratando jardins floridos.

Um século antes da criação do termo biofilia – a afinidade inata e a ligação emocional dos seres humanos com a vida e a natureza – esses artistas com suas obras inspiraram e traduziram em pinceladas um anseio de reconexão com a natureza

Com cores vibrantes, o holandês Vincent Van Gogh, contemporâneo de Monet e Renoir, retratou com a máxima vivacidade elementos naturais, como os famosos girassóis ou lírios

O artista buscou, de forma quase obstinada, reproduzir em tela o brilho de uma noite estrelada.

Saiba mais sobre a obra e o artista no vídeo abaixo

As sensações registradas em cores e fortes pinceladas transpassam décadas e gerações. Podemos sentir, por meio de cada tela um profundo diálogo e redenção com a natureza.