Difícil imaginar que os gênios do Impressionismo, Claude Monet e Pierre-Auguste Renoir, no século XIX e início do século XX, sentiram inquietações muito semelhantes às dos tempos atuais.
Em tempos de grande inovação tecnológica e forte transformação da paisagem, eles abdicaram a agitada de Paris para viver em regiões rurais, onde coceberam obras de arte consagradas.

Foi na pequena vila de Giverni, na região da Normandia, que Claude Monet pintou a famosa série de quadros Ninféias. Para registrar essas flores aquáticas, Monet criou em sua propriedade um lago com plantas aquáticas e o jardim, que se tornaram o cenário principal de sua produção artística nos seus últimos 30 anos de vida.
Renoir também deixou a cidade-luz Paris para viver mais próximo da natureza. Inicialmente viveu em Essoyes, na região de Champagne, e, depois em Cagnes-sur-Mer, na Riviera francesa, localidades cujas paisagens inspiraram muito de suas obras, especialmente retratando jardins floridos.

Um século antes da criação do termo biofilia – a afinidade inata e a ligação emocional dos seres humanos com a vida e a natureza – esses artistas com suas obras inspiraram e traduziram em pinceladas um anseio de reconexão com a natureza
Com cores vibrantes, o holandês Vincent Van Gogh, contemporâneo de Monet e Renoir, retratou com a máxima vivacidade elementos naturais, como os famosos girassóis ou lírios
O artista buscou, de forma quase obstinada, reproduzir em tela o brilho de uma noite estrelada.

Saiba mais sobre a obra e o artista no vídeo abaixo
As sensações registradas em cores e fortes pinceladas transpassam décadas e gerações. Podemos sentir, por meio de cada tela um profundo diálogo e redenção com a natureza.