Certa vez, vivi uma experiência desconcertante ao propor algumas plantas para um projeto paisagismo de varanda.
O cliente me interpolou bruptamente e disse: “só não coloca Espada de São Jorge por que dá azar”.
Fiquei surpresa com o preconceito dele em relação a essa espécie (Sanseveria trifasciata), conhecida como Espada-de-São-Jorge ou Espada de Ogum e que está entre as plantas mais purificadoras de ar.
Pesquisas mostram que a “Espada” de fato nos protege, ajudando a eliminar sustâncias tóxicas, como formaldeído, xileno, monóxido de carbono, nitrogênio, clorofórmio e benzeno.

Já em outra ocasião, uma cliente me solicitou o inverso para o projeto de paisagismo indoor no escritório. Ela queria um vaso com as chamadas Sete Ervas para trazer mais “proteção espiritual” para aquele ambiente.
Respeitando a crença, tive que convencê-la de que, por mais poderosas que fossem as ervas, não sobreviveriam em salas sem luz natural, com ar-condicionado. As condições não eram propícias. Sugeri espécies mais resistentes a ambientes com sobra, como o Philodendron martianum, nosso popular Pacová, e a Zamioculcas zamiifolia.
E, claro, para agradar a cliente, a presenteei com um mini-vaso de 7 ervas que ela acomodou sobre o armário da sua sala próximo a uma janela.
Uma boa opção de planta para escritório é o Pacová (Philodendrum martianun) , considerada uma planta purificadora de ar, que elimina poluentes como benzeno, xileno e aldeído. Além disso, a linda folhagem é originária de Mata Atlântica e resistente em ambientes internos ou com sombra.
Introduzir plantas em escritórios, segundo vários especialistas, traz sensação de bem estar e estimula a criatividade.
Mas usufruir dos benefícios desse contato com plantas depende de algumas escolhas.
- compreender que plantas são organismos vivos que possuem necessidades específicas, como luminosidade, água, nutrientes e tipo de solo.
- avaliar se excesso de folhas ou aroma podem incomodar os funcionários ou se emanam substãncias tóxicas.
Curiosidade : Trevo e Bambu da Sorte
Originalmente, a espécie do Trevo da Sorte tem apenas três folhas, razão pelo qual o seu nome científico é Trifolium repens. Por uma anomalia genética alguns indivíduos da espécie nascem com quatro folhas e graças a essa ocorrência rara a planta ganhou a fama de dar sorte e fortuna.
Mas, não se engane. No Brasil, costumamos chamar de Trevo de Quatro Folhas uma outra espécie: a Oxális. Pata ter certeza que é um genuíno Trevos de Quatro Folha verifique se uma das folhas for bem menor que as demais.
E o que dizer, do Bambu da Sorte?
Já me pediram para colocar em projetos vasos de bambu-da-sorte, considerando que acredita-se que trazem bons fluídos e harmonia ao ambiente.
Não sou especialista em Feng Shui, mas, em uma das fontes pesquisadas cita-se uma simbologia associada à quantidade de hastes utilizada no Bambu da Sorte, sendo 3 (felicidade); 5 (saúde); 9 (boa fortuna e felicidade).
Pelo sim ou pelo não, um arranjo do chamado “bambu da sorte” é uma opção versátil para escritórios pois ocupa pouco espaços, tem tonalidade vibrantes e forma elegante, fatores que ajudam a alegrar o ambiente e transmitir sensação de calma.
Só um detalhe: o chamado bambu-da- sorte não é um bambu, mas dracena (Dracena braunii). Ela é cultivada por produtores justamente para adquirir essa forma específica.

